A
Câmara Municipal de Chapecó recebeu durante a sessão ordinária
desta sexta-feira (19), a visita institucional do secretário
municipal de Saúde, João Lenz Neto, para apresentar informações
técnicas sobre o cumprimento da Lei Municipal nº 8.197. A
legislação assegura o fornecimento de sensores de monitoramento
glicêmico contínuo para crianças e adolescentes com diabetes tipo
1 em situação de vulnerabilidade social.
A visita foi
solicitada pelo vereador Cleber Fossá (MDB), autor do Requerimento
nº 31/2026 e também do projeto de lei que originou a legislação,
aprovado por unanimidade pelos vereadores e posteriormente sancionado
pelo Executivo. Ao abrir a reunião, Fossá destacou o impacto social
da iniciativa e agradeceu o apoio recebido no Legislativo. “Agradeço
a presença do secretário e os esclarecimentos. Sabemos da
especificidade e da importância dessa legislação. Agradeço
também a votação unânime desta Casa e a sanção do
Executivo ao nosso projeto. Nos unimos para
realizar algo que impacta positivamente a vida das nossas
famílias”, afirmou.
Durante a explanação, o
secretário João Lenz ressaltou que essa política pública é
inovadora. “Transformou e vem transformando vidas. É uma
realidade para as famílias de Chapecó e uma iniciativa que salva
vidas. Hoje temos 86 crianças com diagnóstico de diabetes tipo 1,
que necessitam do monitoramento da glicose sanguínea para adequação
do uso da insulina. Destas, 39 se enquadram nos critérios sociais da
legislação e estão devidamente atendidas com o
monitoramento dos sensores digitais”, explicou.
Segundo
o secretário, o investimento já realizado em 2026 é de R$ 218 mil.
Os sensores permitem o acompanhamento contínuo da glicemia em tempo
real e contam com sistema de alerta para alterações nos níveis de
açúcar no sangue, possibilitando atendimento imediato em casos de
risco. “É um equipamento inovador, composto por sensor e
sistema de alarme. Se há alguma alteração, ele emite um aviso,
permitindo que a criança ou adolescente seja tratado imediatamente.
Não há descontinuidade no fornecimento e mantemos um acompanhamento
periódico e uma relação muito próxima com as famílias”,
destacou.
João Lenz também afirmou que a experiência
desenvolvida em Chapecó tem despertado o interesse de outras
cidades. “Outros municípios têm entrado em contato para saber
como estamos trabalhando. O protocolo está pronto e todas as
crianças que atendem aos critérios sociais da legislação estão
sendo assistidas. É algo inovador para todo o Sul do Brasil e que
vem servindo de exemplo para outras administrações”,
acrescentou.
A legislação beneficia famílias com renda
de até cinco salários mínimos e estabelece prioridade para
pacientes com Transtorno do Espectro Autista (TEA) e Pessoas com
Deficiência (PCDs). Os dispositivos reduzem a necessidade de
múltiplas perfurações diárias e contribuem para um controle mais
preciso da doença, diminuindo o risco de episódios de hipoglicemia
e hiperglicemia.
Para o vereador Cleber Fossá, a
iniciativa demonstra como a união entre Legislativo, Executivo e
sociedade pode resultar em políticas públicas capazes de melhorar a
qualidade de vida da população. “Quando unimos esforços em
torno de uma causa tão importante, quem ganha são as famílias. E
ver essa lei funcionando, beneficiando crianças e adolescentes, é a
confirmação de que valeu a pena todo o trabalho”, concluiu.