Na tarde desta quinta-feira (10), atendendo ao requerimento do vereador Derli Maier (PMDB), o Poder Legislativo recebeu o médico pediatra oncologista Dr. Guilherme Augusto Parise e o Diretor Científico do Instituto de Pesquisa Pelé Pequeno Príncipe, Dr. Bonald Cavalcante Figueiredo. Na oportunidade, os médicos explanaram sobre a pesquisa da mutação R337H do gene TP53, a qual caracteriza uma prédisposição genética para o desenvolvimento de câncer.
O Instituto Pelé Pequeno Príncipe desenvolve pesquisas na área básica e clínica em doenças complexas da infância. Dr. Guilherme explica que na atualidade, o câncer infantil, quando diagnosticado precocemente, possui um alto índice de redução de mortalidade. “A evolução de remédios quimioterápicos para tratamento de câncer em crianças não foi expressiva nas últimas décadas, porém, observamos uma diminuição na mortalidade, isso se deve ao diagnóstico precoce”, afirma.
De acordo com o pediatra, em estudo desenvolvido pelo instituto, apurou-se que em uma área geográfica do Brasil, que contempla, sobretudo o estado do Paraná e se estende para São Paulo, Minas Gerais, Rio de Janeiro, Santa Catarina e Rio Grande do Sul, observou-se um índice de incidência de câncer maior do que no restante do mundo. “Esses dados nos apontam que há um grupo de famílias que carregam uma mutação genética com uma predisposição para desenvolver algum tipo de câncer”, assinala.
O diretor científico do instituto expôs aos edis, acerca do interesse de trazer a pesquisa para Chapecó. “Analisando material genético coletado através do teste do pezinho, é possível identificar essa mutação e realizar o acompanhamento das crianças, para que, em caso de diagnóstico positivo para a doença, a mesma possa ser tratada no início”, afirma Bonald.
O vereador Cleiton Fossá (PMDB), destaca a importância da visita e da perspectiva de haver o teste no município. “A vinda desses médicos e pesquisadores permite o estímulo ao debate para trazer esses exames para Chapecó. Trabalharemos para viabilizar a possibilidade de diagnóstico precoce, possibilitando a diminuição no risco de mortalidade infantil em decorrência dessa doença”, finaliza.



