Construção civil propõe mudanças no Plano Diretor para ampliar acesso à moradia em Chapecó
A Câmara Municipal de Chapecó recebeu, na tarde desta sexta-feira (27), o presidente do Sindicato da Indústria da Construção e de Artefatos de Concreto Armado do Oeste (Sinduscon), Alexandre Fiorini, com a finalidade de explanar e apresentar dados e alternativas sobre a construção civil no município e o Plano Diretor.
PUBLICADO EM 27/03/2026 - 17:26

A Câmara Municipal de Chapecó recebeu, na tarde desta sexta-feira (27), o presidente do Sindicato da Indústria da Construção e de Artefatos de Concreto Armado do Oeste (Sinduscon), Alexandre Fiorini, com a finalidade de explanar e apresentar dados e alternativas sobre a construção civil no município e o Plano Diretor. A visita ocorreu durante sessão ordinária, no plenário Rivadávia Scheffer, por requerimento do vereador Aderbal Pedroso (PSD).


Ao esclarecer a iniciativa, Aderbal enfatizou que o convite é uma solicitação dos moradores de Chapecó, e indagou quais são as alternativas que o Sinduscon propõe para resolver a situação. “O grande pedido da população hoje, é que eles tenham acesso ao imóvel, ao sonho da casa própria.” afirmou o vereador.


Para iniciar a apresentação, Alexandre destacou que o alto custo para construção de moradias em Chapecó, é por conta do frete dos materiais utilizados nas obras, que na maioria dos casos, vem de cidades próximas ao litoral. 


No decorrer da visita, foram apresentadas seis sugestões para a diminuição dos custos das construções, que seriam viáveis para o município. São elas: 

  1. Liberação de altura nos empreendimentos ao arredores da cidade;

  2. Alterar o Plano Diretor para dispensar a obrigatoriedade do EIV (Estudo de Impacto de Vizinhança) para empreendimentos de habitação popular até 200 unidades;

  3. Ampliação do Programa “Cheque Moradia” ou outro além das políticas de governo.

  4. Aumentar as Parcerias Público-Privadas (PPP), para a disponibilização de terrenos públicos, execução de infraestrutura básica e parceria com a iniciativa privada para construções de habitação  popular;

  5. Liberação do diâmetro mínimo para ambientes de permanência prolongada, propõe-se a redução de 2,50m para 2,20m. 

  6. Isenção de IPTU por cinco anos ao adquirente, após a averbação da construção.

 

De acordo com Alexandre, o município recebe mais de 12 mil pessoas por ano, em busca de moradia, e o ritmo de construção é alto, porém é preciso de ideias para a desburocratização que possibilitem a construção mais ágil.