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Um seminário realizado nesta quinta-feira (06), no plenário da Câmara de Vereadores de Chapecó, proporcionou debate sobre o parto humanizado. O evento foi promovido através de requerimento de autoria da vereadora Marcilei Vignatti (PT), que conduziu o encontro. O propósito foi de apresentar alternativas para criação de políticas públicas para humanização do parto e do nascimento.

A vereadora entende que muito vem sendo discutido sobre parto humanizado, que segundo ela, é uma forma de fazer com o que o nascimento aconteça de uma forma considerada mais natural. “Sem qualquer tipo de violência e agressão obstétrica, física ou verbal”, relata a vereadora. 

De acordo com a Unicef, o Brasil é o segundo país com maior número de partos realizados por cesarianas, somando 57% dos nascimentos, sendo que o número máximo recomendado pela OMS (Organização Mundial de Saúde) é 15%, que é a média de casos em que há alguma complicação que realmente exige a intervenção cirúrgica. Ainda segundo a pesquisa, as cesarianas representam 40% dos partos realizados na rede pública de saúde e chegam a 84% dos partos na rede particular.

Foram convidados a participar do seminário, representantes dos cursos das áreas da saúde, Secretaria Municipal de Saúde, Associação de Doulas de Santa Catarina, Hospital da Criança e Hospital Regional do Oeste. A professora especializada em enfermagem, Grazieli Nunes Machado, da  UFFS (Universidade Federal da Fronteira Sul), foi a palestrante do seminário. A professora tem experiência prática em parto humanizado e relatou situações que envolveram mães e filhos. Para ela, o trabalho deve ser feito em parceria com universidades e hospitais, principalmente para que esse tipo de parto se torne uma cultura. “É necessário criar esse hábito em função da saúde de mães e filhos, porém, a vontade das gestantes deve ser respeitada”, lembra.