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Na manhã de terça-feira (18), atendendo ao requerimento da vereadora Marcilei Vignatti (PT), o Poder Legislativo realizou reunião de trabalho a fim de debater o transporte dos resíduos sólidos do município.

De acordo com a vereadora, a reunião foi articulada após o recebimento de denúncias dos moradores do bairro Seminário, Linha Água Amarela e Linha Capinzal. “Foram encaminhados três abaixo-assinados para os órgãos responsáveis, queixando-se, sobretudo, do mal cheiro proveniente dos respingos de resíduos dos caminhões que transitam em direção à empresa, e dos odores gerados pelo próprio aterro”, explica Marcilei.

Durante o encontro, os moradores da região relataram que observam irregularidades referentes ao escoamento de resíduos provenientes do aterro sanitário no Lajeado Veríssimo, situado nas proximidades. Também, houve questionamentos sobre a área ocupada pelo aterro que, atualmente, encontra-se próximo às propriedades dos arredores.

O Tenente Bocchi, da Polícia Militar Ambiental, explicou que em 2018 a empresa responsável pelo aterro já havia sido multada em decorrência de irregularidades. “Naquele ano, a Polícia Militar Ambiental havia recebido denúncias e realizou um trabalho de monitoramento dessas irregularidades. Porém, é bastante difícil visualizar um flagrante das situações, já que não há como prever o horário que elas ocorrerão”, explica.

Outra questão levantada no encontro, refere-se ao recebimento de resíduos, vindos de outras regiões, no aterro de Chapecó. “Atualmente, não há uma legislação estadual que impeça a empresa de receber materiais de descarte de outras localidades. O aterro recebe resíduos provenientes de outros municípios e até mesmo de outros estados”, afirmou a Gerente de Desenvolvimento Ambiental do Instituto do Meio Ambiente de Santa Catarina (IMA), Lucimar Savaris.

Diante da amplitude de assuntos que surgiram além do proposto na reunião, a vereadora Marcilei propôs os seguintes encaminhamentos: realizar um novo encontro, com a presença dos Deputados Estaduais da região de Chapecó, solicitando a elaboração de uma legislação que impeça o recebimento de resíduos de outras regiões no Estado; encaminhar o material de registro da reunião para os órgãos responsáveis, como forma de denúncia oficial das irregularidades apontadas e; realizar um estudo de viabilidade, por parte da Prefeitura Municipal de Chapecó, com novas rotas e horários para transporte dos resíduos ao aterro.