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As denúncias, os atendimentos e as alternativas de enfrentamento à exploração sexual infantil, foram debatidas em reunião de trabalho, realizada na Câmara de Vereadores, nesta quinta-feira (23). A iniciativa foi da vereadora Aldacir Detofol (PT) e teve a participação de representantes de várias entidades ligadas ao tema.

Os vereadores levantaram questões pontuais e abrangentes sobre a rede de proteção e de atendimento às crianças vítimas de violência. Uma série de questionamentos foram feitos para representantes da Delegacia de Proteção à Criança, Adolescente, Mulher e Idoso (DPCAMI), Conselho Municipal dos Direitos da Criança e do Adolescente, Fórum Municipal pelo Fim da Violência Contra Criança e Adolescentes, Centro de Referência Especializado de Assistência Social e do Projeto Faça Parar do GAPA.

Durante o encontro, alguns levantamentos foram apresentados, entre eles, que de 10 casos de exploração sexual infantil, apenas um é denunciado. Além disso, 73% da violência contra a criança ocorre dentro de casa.

A Delegacia de Proteção à Criança, Adolescente, Mulher e Idoso (DPCAMI), também apresentou alguns dados: em 2021, até o mês de julho, foram registradas 60 denúncias de crimes sexuais contra crianças e mais de 300 boletins de ocorrências de vários crimes cometidos contra menores de idade.

A vereadora Aldacir, ao final da discussão, fez alguns encaminhamentos. De acordo com a vereadora, existe uma necessidade de ampliar o atendimento psicoterápico, capacitar mais profissionais da área, aumentar as equipes de psicólogos nas escolas, melhorar a estrutura nos conselhos tutelares da cidade e implantar localmente o Decreto 10.701, que Institui o Programa Nacional de Enfrentamento da Violência contra Crianças e Adolescentes e a Comissão Intersetorial de Enfrentamento à Violência contra Crianças e Adolescentes.